Eu e a região Nordeste – parte 2

 Eu e a região Nordeste – parte 2

Eu e a região Nordeste – parte 2

Olá! Começamos aqui o 2º texto da região Nordeste. Abordaremos aspectos do clima e do relevo nordestinos, mas não sem antes recorrer a uma tabela.

Uma região com nove estados

Sim, a região com o maior número de estados.

Abaixo temos duas tabelas.

Na primeira, alguns dados estatísticos da região nordestina. Já na segunda tabela, a lista com todos os estados nordestinos, suas capitais e os respectivos gentílicos.

Nordeste em números (IBGE – 2010)

Área territorial

Cerca 1,5 milhão de km² (18% do território brasileiro)

População

57.071.654

Rendimento domiciliar per capita (em reais)

887,00

Densidade demográfica

39,64 habitantes/ km²

Produto Interno Bruto (em reais)

367.861.961.000,00

IDH

0,659

Taxa de mortalidade infantil

16,6/ mil nascidos

Agora, vamos para a segunda tabela. Essa deve sim ser copiada em seu caderno

Estados

Capitais

Gentílicos

Alagoas (AL)

Maceió

Alagoano

Bahia (BA)

Salvador

Baiano

Ceará (CE)

Fortaleza

Cearense

Maranhão (MA)

São Luís do Maranhão

Maranhense

Paraíba (PB)

João Pessoa

Paraibano

Pernambuco (PE)

Recife

Pernambucano

Piauí (PI)

Teresina

Piauiense

Rio Grande do Norte (RN)

Natal

Potiguar, norte-rio-grandense ou rio-grandense-do-norte

Sergipe (SE)

Aracaju

Sergipano ou sergipense

Escrito isso, passemos a estudar o clima nordestino

Clima da região Nordeste

O Nordeste brasileiro trata-se de uma região de baixa altitude, o que faz com que seu clima sofra pouca variação nas temperaturas no decorrer do ano. E isso tanto durante o dia quanto a noite. Mas o que apresenta grande variação é a volume de chuvas (volume pluvial) no decorrer do ano, havendo uma má distribuição, com regiões com chuva constantes, e em outras secas severas.

A lista de climas que a região Nordeste apresenta é a seguinte:

- Tropical, havendo a divisão em tropical semiárido, tropical continental e tropical litorâneo.

O clima tropical semiárido é caracterizado pela escassez e irregularidade de chuvas, com índices inferiores a 800 mm/ ano. A título de comparação, a média pluviométrica da nossa região, a Grande São Paulo, é de cerca de 1680 mm/ ano.

As temperaturas médias ficam na faixa de 27º C, oscilando 5º C entre a mínima e a máxima (ou seja, pequena amplitude térmica). O clima é controlado por massas de ar equatoriais e tropicais.

Isso explica o porquê Luiz Gonzaga e Zé Dantas, na música “A volta da asa branca”, cantarem que a chuva vem do Norte, direcionando para o sul (semiárido nordestino).

 https://www.youtube.com/watch?v=-0O24WJVLUA

Por tropical continental, tomemos aquele clima já explicado em textos anteriores[1].

Já o clima tropical litorâneo também já tivemos contato. Também definido como tropical úmido, é influenciado pela atuação da massa de ar Tropical Atlântica, apresentando um clima quente e chuvoso. Não à toa, as médias pluviométricas chegam aos 1500 mm/ano. Essas chuvas apresentam-se em maior quantidade no outono e inverno nordestinos. As médias de temperatura oscilam entre 18º C e 26ºC.

Por fim, temos o clima equatorial.

É um tipo de clima caracterizado pela ocorrência de elevadas temperaturas e volumosas precipitações pluviométricas, não havendo uma estação seca no ano. Diretamente associado à presença da floresta amazônica, dê uma olhada nos índices:

- médias térmicas próximas aos 25ºC, oscilando entre 20º C e 30º C;

- índices pluviométricos entre 1200 mm/ano e 3000 mm/ano, podendo chegar aos inacreditáveis 5000 mm/ano.

 Agora, veja essa matéria recentemente publicada sobre o clima na região Nordeste:

https://revistapesquisa.fapesp.br/aquecimento-global-faz-surgir-primeira-zona-arida-e-expande-clima-semiarido-e-areas-secas-no-brasil/

Relevo da região Nordeste

Ao estudar o relevo da região Nordeste conseguimos entender parte dos problemas relacionados ao clima semiárido, e, portanto, a seca do sertão.

O Nordeste é uma região tipificada por muitos planaltos, depressões e a presença de planícies, sendo que estas se encontram na faixa litorânea.


Quando falamos dos planaltos e depressões, tratamos do interior da região nordestina. Um exemplo é o Planalto da Borborema, localizado entre os estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Com altitudes na faixa de 800 a 1000 metros, esse planalto funciona como uma barreira, impedindo que os ventos úmidos do oceano Atlântico cheguem ao interior nordestino.

 Também temos a Chapada Diamantina, localizada nos planaltos e serras Leste-Sudeste. Ela ocupa o centro-sul baiano. Há também os planaltos na Bacia do rio Parnaíba, a Chapada das Mangabeiras (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além da Serra Grande (Piauí).

Chapada Diamantina, Bahia!

Por fim, as depressões do Nordeste estão majoritariamente encontradas nas regiões do sertão nordestino, exceto nos estados do Maranhão e do Piauí. Normalmente acompanham as bacias hidrográficas (abordaremos a hidrografia da região Nordeste em nosso próximo texto), como a do vale do rio São Francisco, com médias de altitude entre 200 e 500 metros.

Os cânions do São Francisco!

Exercícios de revisão

1) Escreva duas características do relevo Nordestino.

2) Após ler a notícia, o que está acontecendo com o clima da região Nordeste? Faça um breve resumo.  



[1] https://bichogeograficolk.blogspot.com/2024/06/eu-e-regiao-sul-parte-2.html

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