Eu e os elementos do relevo – parte 1

 Eu e os elementos do relevo – parte 1

Olá! Conforme dito nas aulas, em breve entraremos nas regiões brasileiras, dando início pela região Sul do Brasil, recentemente afetada por uma das piores enchentes já registradas. E é justamente para entender melhor como as águas invadiram tanto algumas cidades gaúchas, bem como outras de Santa Catarina, que iremos fazer uma análise sobre os elementos e tipos de relevo existentes. Cabe ressaltar que aqui produziremos uma narrativa ampla, especificando mais adiante cada uma das regiões do nosso país for abordada.

Em tempo, não iremos aqui tratar diretamente dos biomas brasileiros, deixando para falar detalhadamente de cada um deles quando abordarmos as regiões. O que poderá ocorrer é a citação de um ou outro bioma, sem se aprofundar neste assunto, pelo menos neste momento.

Vamos começar.

A história do planeta é contada pelo relevo

Assim como há marcas em seu corpo que contam a história da sua vida (por exemplo, uma cicatriz de um tombo que você levou), o relevo conta a trajetória de bilhões de anos do nosso planeta. Um exemplo simples está nesse registro aqui.


Para a gente começar bem, vamos resumidamente entender o que são as formas de relevo.

Resumidamente, definimos que temos as seguintes formas de relevo: montanhas, planaltos, planícies e depressões (há mais especificidades, sem dúvidas. Mas, por enquanto, fiquemos com essas definições).

O conjunto dessas formas compõem a geomorfologia da Terra, ou seja, o seu aspecto.

Resumidamente, cada uma dessas formas pode assim ser definida!

- MONTANHAS: normalmente associadas aos dobramentos modernos, no encontro entre duas ou mais placas tectônicas, as montanhas são as feições de relevo mais elevadas em altitude. Cordilheiras são conjuntos de montanhas, muitas delas ultrapassando três, quatro mil metros.

O Brasil não tem um relevo montanhoso (partindo do conceito geomorfológico de montanha), bem como nenhuma das nossas áreas de altitude está diretamente definida como um dobramento moderno. O conjunto de montanhas mais próximo de nós é a Cordilheira dos Andes, que “passeia” por toda a costa pacífica da América do Sul.

- PLANÍCIES: possuem altitudes mais baixas e relevo bem suave. Elas podem ser planícies litorâneas, àquelas localizadas na praia (sim, uma praia é majoritariamente formada por uma área de planície).

Nem é necessário dizer que o Brasil é um país formado por muitas planícies. Exemplos não faltam. Seguem dois!

Temos também os planaltos bastante presentes em nosso relevo. Aliás, São Caetano do Sul está em uma área de planalto, o Planalto de Piratininga!

- PLANALTOS: são resultados diretos de agentes externos, tais como a erosão. Ou seja, terrenos desgastados por milhões e milhões de anos. Não são tão planos como as planícies litorâneas, por exemplo, mas também apresentam longos trechos quase que retilíneos.

Nosso país possui diversas áreas de planalto. E o mapa a seguir nos dá uma clara ideia disso!

 

Por fim, mas não menos importante, temos as depressões!

- DEPRESSÕES: áreas que apresentam relevo de baixa altitude, principalmente quando comparadas às áreas vizinhas. Não é errado pensar que a ideia de precipícios esteja ligada a esse tipo de relevo.

Assim sendo, normalmente depressões aparecem em regiões de serra, ou seja, de relevo mais acidentado, ou mesmo em áreas que formam um extenso planalto até que se tenha uma área em que o terreno parece ter despencado. A belíssima região da Chapada Diamantina, que abrange áreas especialmente do interior baiano, revela um relevo marcado por algumas depressões. Entre uma serra e outra temos cenas como a que aparece na foto abaixo.


Exercícios de Revisão

1) Indique a diferença entre planalto e planície.

2) Comente a frase: “o Brasil é um país com poucas áreas de planalto”. Essa frase está correta?

 

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