Eu e a população negra no Brasil - parte 1
Eu e a população negra no Brasil – parte 1
Olá! Antes de começarmos a leitura desse texto, vamos fazer algumas importantes
revisões.
Conforme eu comentei, há alguns textos começamos uma sequência abordando
a formação da população brasileira. Vimos primeiramente os povos originários,
com textos abordando as diversas etnias indígenas que existem em nosso país.
Discutimos problemas e situações que ainda dificultam a inserção plena dos
indígenas em nossa sociedade (inclusive com a possibilidade e o direito destes
em manterem-se isolados).
Posteriormente, analisamos a chegada dos portugueses ao Brasil, processo
iniciado em 1500, mas que ganha status de colonização a partir da década de
1530. Tivemos a oportunidade inclusive de entender que os primeiros escravos
brasileiros foram os povos originários, e que a escravização dos povos
africanos veio ligada também a um comércio marítimo entre a Europa, África e
América.
Chegamos inclusive a assistir a um trecho do filme “Amistad”, que de
maneira bem realista mostra o embarque dessas pessoas em uma região da costa
africana. Caso queira rever, basta acessar o link abaixo.
https://www.youtube.com/watch?v=uwgTpMBvyxU&t
Cabe retomar também a ideia de que as populações negras africanas não
imigraram para cá. A esse processo damos o nome de diáspora.
Revisado isso, começaremos a tratar algumas questões mais centrais da
população negra no Brasil, dando início com uma frase que nos ajudará demais a
entender todo esse processo.

Grave essa frase! Você entenderá direito cada palavra dita por Joaquim Nabuco.
As raízes da escravidão no Brasil
A escravidão em nosso país foi um projeto institucional, uma politica
pública da coroa portuguesa desde 1530, e que infelizmente permaneceu décadas
após a nossa independência. Fomos, acredite, uma das últimas nações do mundo a
abolir a escravidão, algo que só ocorreu em 1888.
Vimos que já em nosso primeiro ciclo econômico, o cultivo da
cana-de-açúcar, para a posterior produção do açúcar e outros derivados, os
negros africanos passaram a compor a massa de trabalhadores nas áreas de cultivo.
Não à toa, outro pensador, esse italiano, e que inclusive teve a oportunidade
de ver de perto essas escravizadas nos engenhos, escreveu...
“Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho” (André
João Antonil, 1649 – 1716)
A frase deixa evidente quem era a
força de trabalho nos engenhos, principalmente do Nordeste Brasileiro. E cabe
aqui a primeira reflexão que explicará os dados estatísticos que veremos. Foi o
Nordeste do nosso país a região que mais recebeu escravos, o que ajuda a
explicar a maior porcentagem de negros nos estados nordestinos.
Como esse é um texto para compreendermos as raízes que formaram a nossa
população, não caberá aqui extensas e pormenorizadas análises acerca da luta
dos escravos africanos pela sua liberdade, bem como todas as relações
econômicas que utilizaram do trabalho escravo no Brasil. Óbvio que retomaremos
um ponto ou outro, mas o foco central será a análise de dados estatísticos. Geografia
na essência!
“A carne mais barata do mercado é a carne negra”
Elza Soares, mulher negra, uma das vozes mais representativas do nosso
país, canta a música “A carne”, composta por Seu Jorge, Marcelo Yuka e Ulisses
Cappelette, deixando claro uma triste e incômoda realidade. E que as
estatísticas constantemente mostram.
Primeiramente, escutemos a música “A carne”, na voz maravilhosa de Elza.
https://www.youtube.com/watch?v=yktrUMoc1Xw
Agora, dê uma olhada nesses dois dados...
Por isso, encerro esse primeiro texto da sequência como a seguinte
análise.
Resultados desses séculos de escravidão aparecem na pobreza, violência,
exclusão e discriminação que afetam a população negra no Brasil. Um Brasil que
marginaliza e exclui indígenas e negros há mais de 500 anos.
Exercícios de revisão
1) Procure o significado da palavra senzala e escreva um breve resumo
sobre.
2) Procure dados estatísticos sobre a população negra no Brasil.



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