Eu e a população negra no Brasil - parte 3
Eu e a população negra no Brasil – parte 3
O nosso último texto dessa série traz uma sequência de dados estatísticos
sobre a questão da população negra no Brasil. Mas antes, vejamos o comparativo entre
duas imagens. E, acredite, uma é bastante atual.
Quase dois séculos separam essas imagens. Ambas revoltantes! Açoite, crueldade, violência. Com elas, podemos retomar a frase de Nabuco! “Acabar com a escravidão, não nos basta; é preciso destruir a obra da escravidão”, um trecho do livro “Campanha Abolicionista no Recife”, ligado às eleições de 1884.
Agora, cientes de toda a discussão acerca desse
tema tão sério, podemos observar com outros olhos os dados abaixo. São algumas tabelas que nos mostram como a população negra vive e é tratada em nosso país.
País esse de maioria negra.
Vamos para a primeira!
Observe que somos o país com a maior população negra fora do continente
africano. E o 2º país com a maior população negra do mundo. Somente a Nigéria,
cuja a capital é Abuja, nos supera. A Nigéria fica na costa atlântica da África!
Segunda tabela!
Esses dados escancaram uma cruel desigualdade imposta à população negra brasileira. E aqui, mais uma vez, temos a terrível conciliação de que a maior porcentagem de pobres brasileiros é negra. O dado reflete dois caminhos perversos da desigualdade. No Brasil ela é racial e econômica. E, normalmente, caminham juntas.
Efeito desse processo aparece nessa terceira
tabela.
Enquanto o ensino superior contempla 31% da população branca, menos de
13% dos negros chegam às universidades. A exclusão é um processo que,
normalmente, acompanha o indivíduo por toda a vida.
E é na última tabela que entendemos melhor o padrão dos habitantes das
favelas e áreas periféricas das cidades brasileiras.
Exercício de revisão
Pesquise o que foram os quilombos e qual o papel desempenhado por eles?





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