Eu e a região Sul - parte 4

 Eu e a região Sul – parte 4

Olá! Chegamos em nosso último texto sobre a região Sul. E ele abordará aspectos da economia sulista.

Vamos começar.

A economia na região Sul

Já no texto anterior vimos que a região Sul, dado o processo de imigração europeia, iniciado no começo do século XIX, assumiu características econômicas um tanto quanto diferentes do restante do Brasil.

Enquanto nosso país apresentava (ainda apresenta!) como marca a monocultura e o latifúndio, na região Sul, os estrangeiros que chegavam, em sua maioria europeus, dedicavam-se à policultura, às pequenas propriedades e à criação de animais. Mas há muito mais o que ser dito da economia sulista em nosso país.

Cerca de 17,3% das riquezas produzidas em nosso país, medidas através do PIB (Produto Interno Bruto) são produzidas no Sul do Brasil. E essas riquezas estão distribuídas na agropecuária, no extrativismo, na indústria, no comércio e serviços, além da importante contribuição do turismo em algumas cidades, como Foz do Iguaçu (PR) e Gramado (RS).

Gramado tem a sua economia sustentada pelo turismo.

A economia sulista evoluiu de uma economia agrícola para uma matriz industrial diversificada e bastante importante. Ainda hoje agricultura e indústria movimentam a economia sulista.

Analisemos agora cada um dos estados sulistas do ponto de vista econômico, começando pelo Paraná

A economia paranaense

A economia paranaense está baseada na agricultura, na pecuária, na indústria e na mineração. Na região da metrópole de Curitiba se localiza um dos polos automobilísticos brasileiros, com as fábricas da Volkswagen, Audi e Renault em São José dos Pinhais. A maioria dos carros fabricados são de passeio, comerciais leves, carga, além de ônibus. A região também é conhecida por produzir peças automotivas.

A agricultura de alta tecnologia também é realizada em solo paranaense, com as produções de algodão, café, milho e trigo. Além disso, o estado desempenha importante papel na produção de arroz, batata, cana-de-açúcar e mandioca.

 No oeste paranaense temos o extrativismo mineral, com a retirada de calcário, cobre, ferro e dolomita.

O turismo é um setor pujante em algumas cidades paranaenses, como Foz de Iguaçu, onde estão localizadas as Cataratas do Iguaçu. Não por acaso, a cidade de Foz possui um aeroporto que possui voos diretos para os maiores centros urbanos brasileiros, como São Paulo e Rio de Janeiro.

 Um dos polos industrias de São José dos Pinhais. Mais de seis milhões de veículos já foram produzidos na cidade.

Abaixo, imagem do aeroporto de Foz do Iguaçu. O aeroporto recebe voos nacionais e internacionais.


A economia em Santa Catarina

Assim como no Paraná, parte significativa da economia catarinense vem da agricultura, havendo também enorme importância da construção civil, da pesca, pecuária e do turismo. Em Florianópolis, capital do estado, está o principal setor de tecnologia catarinense.



Os campos agrícolas de Santa Catarina produzem aveia, banana, cebola, feijão, fumo, maçã, soja e uva. Mas é no eixo pesca-pecuária que o estado possui uma importância significativa. Aliás, Santa Catarina é o maior produtor de carne suína do Brasil, grande parte exportada para a Europa, em especial para a Rússia.

A economia catarinense também é conhecida pela construção civil, pelo vestuário, a produção de alimentos e eletrodomésticos.

Há um setor extrativista em Santa Catarina bastante interessante, principalmente ligado à região de Criciúma. Trata-se da indústria do carvão mineral. Não à toa, a maior parte do carvão mineral brasileiro é produzido nesse estado. A notícia abaixo reflete bem esses dados. Curioso é pensar que durante muito tempo o patrocinador principal do Criciúma Esporte Clube era uma empresa de carvoaria.

  

Se há turismo no estado catarinense? Sim, e também é um dos setores mais importantes em algumas cidades.

Lembremos que o Beto Carrero World fica localizado na cidade de Penha, litoral de Santa Catarina. Que a Oktoberfest (festa de outubro) maior festividade alemã das Américas, ocorre em Blumenau. Que há cidades catarinenses, visitas durante o inverno, porque nelas neva, algo raro no Brasil. Além das belíssimas praias, tanto na capital catarinense, quanto em outras cidades litorâneas do estado.

Agora, tratemos da economia gaúcha.

A economia no Rio Grande do Sul

Considerado o estado mais rico da região, possui uma economia pujante e diversificada, indo do plantio de arroz à produção de vinhos de excelência. Da confecção de calcados à produção de automóveis, com um polo da General Motors na cidade de Gravataí.  

A agropecuária também se destaca, bem como a indústria e o setor de serviços. O estado também é conhecido pelas grandes reservas de carvão.

Outro setor extremamente forte da economia gaúcha, já citado no presente texto, é o turismo, desde cidades como Canela e Gramado, até a vinda de estrangeiros, como argentinos e uruguaios para curtir as praias gaúchas nos meses de verão (algo também ocorre em outros estados da região Sul), movimentando e fortalecendo a economia da região.

Exercícios de revisão

1) Escreva duas características da economia na região Sul brasileira.

2) Escreva os significados de monocultura e policultura.

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