Eu e a região Sudeste – parte 6
Eu e a região Sudeste – parte 6
Neste último texto sobre a região Sudeste abordaremos os biomas que
compõem essa região. Mas não sem antes fazermos um importante alerta: essa é
uma das regiões mais degradadas de todo o Brasil, com inúmeros rios poluídos,
fragmentos de matas distantes e isolados uns dos outros, causando enorme perda
da biodiversidade. Além disso, o fato de vivermos na área mais densamente
povoada do Brasil provoca uma enorme pressão ambiental.
Da Mata Atlântica a Caatinga
Sim, nós temos a Caatinga na região Sudeste. Mas antes que tratemos
dela, vamos falar de outros dois biomas existentes no Sudeste.
- Mata Atlântica: já explicamos as características desse
bioma em um texto anterior[1]. A questão da Mata Atlântica
em nossa região desperta relevante importância porque diversas unidades de
conservação, bem como a maior área contínua desse bioma encontram-se no Sudeste.
Mas, mesmo assim, habitações irregulares e ocupação indevida têm trazido sérios
e graves problemas para os trechos remanescentes da Mata Atlântica.
Outro ponto que precisa ser comentado, e que por
certo ocorre em outros biomas, é a fragmentação dos trechos de mata. Assim, uma
população de animais que habita um trecho da Mata Atlântica não consegue interagir
e reproduzir com indivíduos de outra população, havendo enorme perda para
preservação e perpetuação da espécie como um todo.
- Cerrado: um bioma gigantesco, pouco conhecido e quase nada preservado. Eis o
Cerrado. Simplesmente gigantesco, compreende cerca de 22% do território
brasileiro, com cerca de 200 milhões de quilômetros quadrados.
Chamado de savana brasileira, possui uma formação vegetal de grande
biodiversidade e grande potencial aquífero, fundamental, inclusive, para
preservação das águas que chegam ao Pantanal. Mas se há um bioma ameaçado,
esse bioma é o Cerrado.
A biodiversidade do Cerrado é impressionante, tendo como característica
predominante uma vegetação com árvores de troncos grossos e tortuosos, além de
uma profusão de gramíneas e arbustos. As espécies de animais vão da anta,
onça-pintada, tamanduá-bandeira, bem como o icônico lobo-guará. símbolo da luta
pela preservação do Cerrado.
O clima do Cerrado é tropical sazonal, apresentando duas estações definidas: uma seca e outra chuvosa. Já os solos desse bioma são geralmente pobres em nutrientes e apresentam coloração avermelhada e alta porosidade. Fato é que isso não impediu um enorme desenvolvimento da agricultura nas áreas de Cerrado, recebendo os solos fertilizantes e toda a espécie de insumos químicos para viabilizar e aumentar a produção. O problema é que esses produtos acabam indo parar dentro dos rios, contaminando água, peixes, plantas...
Não é errado afirmar que o Cerrado foi o bioma mais devastado do país
nos últimos quinze anos. A imagem a seguir ilustra uma trágica realidade dos
cerrados paulistas: completamente tomados pelas monoculturas agrícolas, em
especial a da cana-de-açúcar. Triste.
Ipê-do-cerrado (Handroanthus ochraceus ochraceus) em meio ao canavial.
Vamos
falar agora da Caatinga!
- Caatinga:
SIM! O Sudeste possui
uma área de Caatinga.
O mais
legal é que a Caatinga só ocorre no Brasil, um bioma exclusivamente nosso. Ela
ocupa 11% do território nacional, sendo que está localizada em uma área específica
do Sudeste, o extremo norte mineiro. Veremos que é no Nordeste brasileiro que a
Caatinga realmente se apresenta.
Assim como o Cerrado e a Mata Atlântica, a Caatinga apresenta uma espetacular biodiversidade. Com um clina semiárido, sua vegetação é bem típica, e particularmente adaptada à escassez das chuvas. Por isso, cactos e árvores desprovidas de folhas não são incomuns nesse bioma.
O significado
de Caatinga significa “floresta branca”, e representa uma característica desse
ecossistema, quando as folhas caem.
O solo da
Caatinga é raso e pedregoso, o que dificulta o armazenamento de água. É um
ambiente que apresenta rios intermitentes, ou seja, rios que secam durante o
período da seca.
Assim como o Cerrado, a Caatinga
sofre enorme pressão da agropecuária, bem como da exploração dos recursos
naturais e da expansão agrícola.
Biomas da Região Sudeste
Os
climas da região Sudeste
Ao
abordarmos os climas da região Sudeste você verá que a maioria deles repete o
que vimos na região Sul. Há uma e outra diferença, mas na maioria das situações
nós repetiremos as informações.

Climas subtropicais apresentam a maior amplitude térmica.
- CLIMA TROPICAL: dominando o Sudeste, apresenta algumas especificidades. Temos a
presença de temperaturas elevadas durante o ano, ficando dificilmente abaixo
de uma faixa entre 22º e 26º C. Há pouca variação no decorrer do ano. Assim, um
dia de outono pode ser tão quente quanto um dia de verão.
Exercício de revisão
1) Escolha um dos biomas da região Sudeste e faça
uma pesquisa.





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