Eu e a região Nordeste – parte 5

 Eu e a região Nordeste – parte 5


Olá! Chegamos em nosso último texto sobre a região Nordeste. Agora só faltam as regiões Norte e Centro-Oeste.

Abordaremos aqui características econômicas e sociais do Nordeste brasileiro. Vamos começar.

A economia nordestina após a crise do ciclo do açúcar!

É no mínimo curioso saber que a região mais rica do Brasil colônia foi, durante o século XX, considerada uma região problema, com enorme declínio econômico. Uma região que passou a ser fornecedora de mão-de-obra barata, principalmente para o Sudeste do Brasil.

O empobrecimento do Nordeste, no entanto, não pode ser apenas associado à crise da economia açucareira. Fato é que nunca houve investimentos de qualquer tipo para o aprimoramento da economia na região, marcada por sérios e graves problemas. Por isso, em seu livro “Geografia da fome”, Josué de Castro nos lança a uma fundamental reflexão...

Essa cerca isola as pessoas da água, da terra. Esses recursos passam a ficar nas mãos de grandes empresas, destinadas à produção agrícola para atender principalmente o mercado internacional. E por mais que nos incomode a ideia de que tais empresas não estão efetivamente comprometidas em acabar com a fome na região, é no mínimo prudente assumir isso (necessário, seria o termo correto).

Produção de uva no Vale do São Francisco. Tecnologia de ponta, porém muito longe das mãos do povo nordestino.

A partir desse ponto vamos entender as dinâmicas presentes na economia nordestina, e como as mesmas confirmam a triste e verdadeira reflexão de Castro.

A região nordestina vem apresentando certa diversificação na atividade econômica nos últimos anos, o que tem ajudado no desenvolvimento local. Muitas indústrias, outrora localizadas em regiões do Sudeste, passaram a migrar para o Nordeste, principalmente pelos incentivos ficais oferecidos pelos governos nordestinos. Muitos desses incentivos, inclusive, são motivo de questionamentos, como isenção de impostos.

Mas ainda assim diversas regiões do Nordeste vivem do cultivo de gêneros agrícolas, como são os casos do Maranhão e do Piauí, com especial destaque para os cultivos de algodão, cana-de-açúcar e arroz. Há ainda atividades agrícolas realizadas nas áreas de brejo, além da pecuária extensiva na porção leste do Piauí, no Ceará, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte. Ainda na Zona da Mata temos a presença do cultivo da cana-de-açúcar.  

Na região da Serra dos Carajás, localizada no Pará, há toda uma estrutura de mineração que abarca o Maranhão, com a presença de ferroviais para escoar a produção para o mercado externo.

Mas não restam dúvidas que é o setor de turismo quem carrega boa parte da economia nordestina. Praias deslumbrantes, estruturas hoteleiras formidáveis, bem como a própria história do Nordeste são ingredientes que tornam a região muito procurada. Não com raras exceções, é mais barato passar o final do ano fora do Brasil do que visitando uma praia nordestina.

E aqui cabe a nossa última e inquietante reflexão: essa riqueza do turismo promove políticas para diminuir a desigualdade social na região? Fiquemos com essa imagem.

E, para encerrar o nosso texto, assistamos a um vídeo.


 Exercícios de revisão

1) Dos problemas que ocorrem no Nordeste, e que discutimos em nossos textos, qual você considera o mais grave?

2) E quais soluções você proporia?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eu e a região Nordeste – parte 3

Eu e a região Sudeste – parte 1

Eu e a região Nordeste – parte 2